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Como ensinar compaixão a crianças de 4 anos por meio da leitura

Liz Salegumba, professora do Pre-K

Os terremotos e temporais que devastaram o México e Porto Rico no ano passado afetaram profundamente membros da comunidade da Avenues New York, incluindo professores que têm vínculos pessoais com esses locais. Em meio a momentos difíceis, a professora Daisy Vivar viu uma oportunidade para as crianças do Pre-K aprenderem sobre compaixão com a ajuda da história Flood de Alvaro F. Villa, um ebook comovente e surpreendente que descreve a experiência de uma família que vivenciou uma inundação catastrófica.

O livro começa mostrando um ambiente campestre e uma fazenda, onde vive uma família. A professora Vivar pediu às crianças para observarem cada página que aparecia no projetor por alguns segundos. Ela as convidou para fazerem comentários sobre as imagens. Cada página traz muitos detalhes. Uma criança disse: “Tem uma TV, uma lâmpada e uma cama. Está escuro e tem uma mamãe e um papai.” Nas páginas seguintes, há uma previsão do tempo, um adulto colocando proteções em janelas, um carro com muitas caixas e uma casa cercada por sacos de areia. Todos esses são indícios do anúncio de uma tempestade. “Tem uma nuvem rosa! Vai fazer muito vento! Tem muitas coisas no céu, está ventando bastante!” As crianças recorreram a experiências anteriores e ao próprio conhecimento para fazer previsões sobre a tempestade: “Se as nuvens chegarem até a casa, vai chover lá!” Algumas crianças sabiam sobre os temporais que atingiram Houston, San Antonio e partes da Flórida no outono de 2017. Um aluno mencionou o furacão Irma, que entrou para a história em setembro do ano passado como a tempestade mais forte registrada no Atlântico em uma década.

A representação da chegada da tempestade que aparece no livro não ameniza a realidade. Ondas enormes atingem a casa e arrancam quadros das paredes, virando cadeiras e mesas. As crianças entenderam claramente que a família não tinha se machucado, mas que tinha sido forçada a passar a noite em um hotel. Um estudante descreveu a cena: “Eles estão no carro indo para algum lugar longe da casa. O pai está dirigindo, e os filhos estão no banco de trás. Tem uma tempestade, e as árvores e flores estão mortas.” Outro aluno disse: “As crianças estão chorando porque estão com saudade da casa.”

O autor, Alvaro F. Villa, ilustra de maneira moderada o auge da tempestade. Quando a água sai da casa, a família volta para ver como tudo ficou. Eles ficam parados, perplexos e em silêncio na frente da casa destruída. Nesse momento, a professora fez uma pergunta importante aos alunos, associando cenas do livro a eventos reais: “Como vocês acham que as famílias que vivem em Porto Rico se sentiram quando viram as casas destruídas?”. Em uníssono, quase todas as crianças responderam: “Tristes”. Uma criança sugeriu que, mesmo depois que a casa fosse reformada, a família ainda poderia ficar triste por causa da inundação. Ao mostrar às crianças imagens que representam o sofrimento humano adequadas à idade, a professora Vivar instigou a empatia, uma faceta importante da inteligência emocional, representada pelo índice EQ ou Emotional Quotient.

Em cada página do livro, a professora incentivava as crianças a fazerem comentários reflexivos. Um aluno resumiu tudo o que estava sendo feito para restaurar a casa: “Eles estão construindo e pintando a casa. Alguém está em pé na cadeira pintando. A menina está misturando a tinta. A mãe está plantando flores, e o pai e o filho mais velho estão colocando uma árvore no lugar.”

A empatia naturalmente gera compaixão. Em seguida, a professora perguntou: “O que nossos amigos de Porto Rico precisam?”. Uma criança afirmou: “Elas precisam arrumar e pintar as casas”. Outra sugeriu que elas precisavam de “cadeiras, comida e água para beber”. As crianças foram convidadas a participar com os pais do evento “Tables for Relief”, patrocinado pela associação de pais da Avenues, uma oportunidade de fazer doações de fundos, água mineral e outros itens essenciais a vítimas de desastres naturais nos Estados Unidos, México e Caribe. A atividade da professora Vivar é um exemplo do poder da narrativa em criar empatia e compaixão por nossos semelhantes, independentemente da idade.

As anotações de um aluno referentes ao livro. A caixa de doações para Porto Rico sendo decorada. A criação de folhetos pedindo a doação de livros para Porto Rico. Folhetos sendo fixados do lado de fora da sala de aula.

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